Relação entre Pai e Filha

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Relação entre Pai e Filha

O tema “Relação Pai e Filha” a mim particularmente sempre me chamou a atenção, além de ser pai da Frida de 4 anos, sempre tive uma relação muito especial com o universo feminino e das filhas que tanto encantam os pais com sua formosura, beleza, delicadeza e a natural afeição que elas tem pela figura do pai.

Segue abaixo um artigo bem interessante da Dra. Peggy Drexler com algumas conclusões dos estudos que realizou sobre o comportamento dos pais com suas filhas desde a tenra idade até à idade adulta.

Aproveitem! Inspirem-se!

7 Fatos da relação entre pais e filhas

Escrevi meu livro Our Fathers, Ourselves depois de encontrar pouquíssimas pesquisas sobre pais e filhas. Apesar da evolução dos papéis sociais de homens e mulheres, o vínculo entre pai e filha – quer seja um vínculo forte e reforçador ou algo quebrado ou inexistente – ainda exerce influência enorme sobre as mulheres. Por mais que seus pais as possam ter decepcionado ou magoado, todas as mulheres que conheci sentiam alguma lealdade e gratidão a eles e expressaram o desejo de continuar ligadas ao homem que foi um dos primeiros amores de sua vida.

O pai tem importância enorme para sua filha, não apenas na infância, mas até a idade adulta. Mas pouquíssimas mulheres têm consciência do impacto de seu pai. Mostro abaixo algumas conclusões que tirei das pesquisas que fiz quando estava escrevendo meu livro, em que procurei falar das questões sobre pais e suas filhas que interessam à maioria das pessoas.

Algumas lições que os pais conseguem ensinar às filhas melhor do que as mães ensinariam.

Cada vez mais os pais estão tratando suas filhas pequenas como teriam tratado seus filhos no passado: ensinando-as a pescar, levando-as para acampar, familiarizando-as com coisas como furadeiras e mecânica de carros, incentivando-as a trabalhar em áreas dominadas por homens. E cada vez mais mulheres estão abrindo caminho no mundo do trabalho, frequentemente se pautando mais pelo exemplo de seu pai que de sua mãe e buscando a orientação paterna em suas carreiras. É claro que a mãe também pode ensinar essas coisas – ela pode ensinar a pescar e também a entender a importância de uma carreira profissional –, mas o pai parece exercer um papel especialmente crítico no desenvolvimento e nas escolhas da filha no mundo do trabalho. A melhor lição que um pai moderno pode ensinar à sua filha é que as ideias tradicionais sobre os papéis e responsabilidades de pai e mãe estão mudando e que não existe mais “trabalho de esposa” ou “trabalho de marido”.

Quando a filha entra na adolescência, a relação que tem com seu pai muda.

Pais e filhas tradicionalmente têm dificuldade em reconquistar o vínculo que os unia quando a filha era pequena – o tempo em que o pai a carregava nos ombros e lhe fazia cócegas. Mas os pais estão aprendendo a servir de exemplo a suas filhas mesmo na adolescência e idade adulta. O relacionamento entre pai e filha muda quando a filha chega à adolescência, fase em que ela começa a distanciar-se dos pais e aproximar-se mais dos amigos. Mas a meta do relacionamento precisa se conservar igual. O pai deve continuar a mostrar que ama e apoia sua filha, que tem tempo e interesse em conversar com ela, mesmo que a filha não se mostre interessada. Continuando a agir como exemplo em casa e no trabalho, ele poderá dar à filha um modelo necessário para que ela tenha relacionamentos saudáveis com homens mais tarde na vida, quer esses homens sejam seu chefe, colegas de trabalho, namorado ou marido.

Os papéis do pai mudam, e ele precisa adaptar-se à mudança nas necessidades da filha.

Todos os pais e mães precisam adaptar-se à adolescência de seus filhos. A melhor maneira é praticar a coerência: estar presente, procurar conversar com a filha e fazer todo o possível para evitar que o incômodo e a falta de jeito da adolescência influam sobre suas próprias ações e atitudes. O modo como o pai trata sua filha e sua mulher vai ajudar a definir os comportamentos que a filha considera aceitáveis (ou não) em seus próprios parceiros românticos. Especialmente na adolescência, quando as filhas começam a ter relacionamentos românticos, esse comportamento modelar pode ser crucial. Para os pais, o mais importante é dar um bom exemplo no modo como ele trata as mulheres. Na maioria dos casos, é assim que sua filha vai esperar ser tratada.

Quando o pai acha que realmente errou em uma interação com sua filha, há coisas que ele ainda pode fazer.

Para uma filha, ouvir de seu pai “eu errei e sinto muito por isso” é algo que ajuda muito. As filhas costumam perdoar seus pais com facilidade. Um pai que admite seus próprios erros dá um ótimo exemplo de como se redimir de erros de maneira madura. E, ao mesmo tempo, ele mostra à filha que a respeita, como pessoa adulta jovem.

Maneiras em que o pai pode criar confiança e fortalecer os vínculos com sua filha na adolescência.

A melhor maneira de construir confiança é estar presente e agir com consistência. É crucial demonstrar interesse pela vida da filha, sem obrigá-la a mostrar interesse recíproco e sem se deixar magoar quando ela aparenta falta de interesse. Para isso, pode ser preciso se oferecer para fazer trabalhos voluntários ocasionais na escola dela, ou então simplesmente convidá-la para sair para um sorvete depois do jantar. Não use todas as oportunidades para ter uma conversa mais séria. Reserve alguns momentos para ser simplesmente naturais, duas pessoas curtindo alguma coisa juntas.
Tendências culturais com que os pais devem se preocupar e das quais precisam conversar com suas filhas.

Eu vejo a prevalência e permanência das mídias sociais como a tendência mais preocupante a afetar os teens. Aprender a usar as mídias sociais e a Internet de modo responsável é uma habilidade importante para os teens; isso significa que restringir a atividade deles online ou monitorá-la constantemente não é a solução. O pai precisa manter os canais de diálogo abertos, conversar com sua filha adolescente sobre o uso apropriado de mídias sociais, falando com ela sobre os perigos e as consequências possíveis do uso equivocado, e até deixando que ela cometa seus próprios erros, porque essa é a melhor maneira de aprender o que não se deve fazer.

Estratégias que os pais podem usar para iniciar conversas com suas filhas adolescentes que podem se fechar ou não querer conversar.

É inteiramente normal – e até desejável – que a filha adolescente comece a distanciar-se dos pais e a reforçar seu vínculo com seus amigos. Para um pai que quer manter o vínculo estreito com sua filha, a melhor abordagem muitas vezes é agir de modo casual. Você não pode forçá-la a se abrir, mas pode mostrar que está disponível e disposto a conversar sempre que ela quiser. Faça perguntas e prepare-se para ouvir as respostas. Demonstre interesse, mas não queira saber tudo. Crie oportunidades para interação, mas não ponha pressão demais. Alguns dias serão mais fáceis que outros.

Existem coisas que o pai pode fazer quando mãe e filha brigam.

Os conflitos entre mãe e filha podem ser fonte de grande tensão para o pai. Na maioria dos casos, é preferível que pai e mãe fiquem do mesmo lado; no mínimo, o pai deve procurar não discordar da mãe diante de sua filha. Em vez disso, aborde a situação como mediador. Peça para ouvir os dois lados e repita o que cada uma falou. O pai pode tentar fazer mãe e filha enxergarem a posição uma da outra, ao mesmo tempo em que ele próprio se mantém neutro. Isso também ensinará à adolescente a importância de ouvir, além de reagir e responder. Mais tarde, o pai pode se oferecer a ouvir a posição da filha numa conversa a dois com ela. Mas em última análise ele terá que estar do lado da mãe; mesmo que não concorde com ela, a discussão sobre a divergência de opiniões deles terá que acontecer longe dos ouvidos da filha. Mas é importante que a filha sinta que está sendo ouvida e que, se o pai está “optando” por tomar o partido da mãe, sua filha entenda claramente o porquê disso.

Conselhos específicos para pais solteiros.

Tanto a mãe quanto o pai exercem papel crucial no desenvolvimento da criança. Isto dito, a nova família americana já não é a família tradicional, e as crianças não estão necessariamente sendo prejudicadas por isso. É muito possível criar filhos ótimos, com princípios morais fortes, independentemente da forma que sua família assume. O desenvolvimento do caráter de uma criança não depende tanto de haver uma figura masculina, uma figura feminina ou pai e mãe. Isto dito, os pais e mães solteiros muitas vezes precisam se esforçar mais para proporcionar a seus filhos exemplos que compensem pelo gênero faltante. Por isso, o pai solteiro pode e deve procurar figuras femininas – uma tia, uma amiga, uma avó — que possam servir de exemplo e ser presentes, coerentes e positivas na vida de sua filha. Muitas filhas em lares sem mães acabam procurando por conta própria uma figura feminina que lhe sirva de modelo.

Dra. Peggy Drexler

Autora, psicóloga pesquisadora e estudiosa do gênero

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

Fonte:

http://www.brasilpost.com.br/peggy-drexler/os-pais-nao-sao-maes-de-s_b_7673632.html

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Sobre Radhazen

Educador, historiador e fotógrafo, me envolvi com o tema da paternidade e da primeira infância quando experienciei o preparo e a emoção do parto natural humanizado em 2012. Desde então, não deixei mais o tema, me propus a ler e participar das rodas de discussão mantendo-me informado sobre as mais novas descobertas desse lindo e mágico universo que não é só feminino, hoje, com a maior participação do progenitor masculino, também do pai. Por isso resolvi criar esse espaço de divulgação e compartilhamento de ideias para papais de primeira e outras viagens. Como bem sabemos, não existem muitos espaços destinados exclusivamente a nós homens, papais que muitas vezes nos mantemos distanciados de nossas companheiras e mesmo de nossos filhos por falta de informação e sensibilização para a fase mais importantes dos pequenos... que é a primeira idade, ou seja, os anos iniciais de formação física, emocional e espiritual de nossas filhas e filhos.

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