Quando a criança tem convulsão, o que fazer?

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Nesta semana vamos discutir na Coluna Paternidade Segura “Cuidados Com A Criança Em Casos De Convulsão”, crises convulsivas comuns  muitas vezes motivada por febre alta e sintomas de doenças mais graves como a meningite até a epilepsia.

Buscamos como apoio o livro do Dr. Ronald Pagnoncelli, médico pediatra, professor do Departamento de Pediatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que publicou inúmeros trabalhos científicos em revistas brasileiras e estrangeiras e é membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Comitê de Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria; é sócio-fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Adolescência (ASBRA).

Segundo o Dr. Pagnoncelli é preciso estar atento a alguns sinais que podem denunciar tipos de convulsão. Algumas dicas podem ser importantes para manter a integridade de nossos filhos e filhas durante as crises, não entre em pânico! seguindo o passo a passo em casos de “crise convulsiva” tudo dará certo.

 

Convulsão é um crise que pressupõe uma atividade muscular. Ela pode ser:

  • Tônica
  • Clônica
  • Tônico-clônica.

 

  • A convulsão generalizada caracteriza-se por perda de consciência, queda, mordida da língua, baba, respiração dificultosa, podendo ocorrer cianose (cor azulada da pele), olhos desviados para o lado, movimentos ritmados das pernas, dos braços, dos músculos da face, seguidos de uma contratura dos músculos, de too o corpo, finalizando por um estado sonolência ou confusão mental, que se segue por um sono “reparador”.
  • Trata-se de uma súbita descarga elétrica dos neurônios do sistema nervoso central capaz de alterar comportamento ou função.
  • A crise convulsiva constitui a mais frequente das manifestações neurológicas em Pediatria. Responde por 1 a 5% dos atendimentos de emergência pediátrica, excluindo-se o trauma.
  • Cerca de 80% das crises agudas cessam antes do atendimento médico.
  • São mais comuns em crianças do que em adultos, devido a uma limiar anticonvulsivante baixo que elas possuem, relacionado à imaturidade do seu sistema nervoso.
  • Em geral as crises são de curta duração(segundos a minutos) e cedem espontaneamente em cinco minutos (no máximo em dez minutos).
  • A sensação para quem assiste a uma convulsão é de que a criança está morrendo, por isso há a tendência de entrar em pânico e fazer o que é mais importante: ampará-la para não sofrer algum traumatismo.
  • A febre é uma das causas comuns de convulsão nas crianças. A convulsão febril ocorre em 5% das crianças entre os três meses e cinco anos de idade.

Frente a uma convulsão, o que se deve fazer:

  1. Se foi por causa de uma febre (virose, infecção respiratória, rino-sinusite aguda…), no momento da convulsão, protege-se a criança para que não morda a língua, não se machuque e se faz contato com o médico.
  2. Se for um bebê, com febre, sonolência, vômitos, inapetência, fontanela (moleira) tensa e abaulada, sem localização da causa da febre, deve-se fazer punção lombar e exame do liquor para identificar uma possível meningite.
  3. Se não houver nenhum outro sintoma, inicia-se a investigação.
  4. Se repetir a convulsão ou se houver qualquer manifestação do tipo focal ou parcial passa-se a considerar a epilepsia.

 

Fonte:

PAGNONCELLI, Ronald. Filhos sadios, pais felizes. Porto Alegre: L&PM, 2006. In: A criança com convulsão, p.136.143_fralda

 

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Sobre Radhazen

Educador, historiador e fotógrafo, me envolvi com o tema da paternidade e da primeira infância quando experienciei o preparo e a emoção do parto natural humanizado em 2012. Desde então, não deixei mais o tema, me propus a ler e participar das rodas de discussão mantendo-me informado sobre as mais novas descobertas desse lindo e mágico universo que não é só feminino, hoje, com a maior participação do progenitor masculino, também do pai. Por isso resolvi criar esse espaço de divulgação e compartilhamento de ideias para papais de primeira e outras viagens. Como bem sabemos, não existem muitos espaços destinados exclusivamente a nós homens, papais que muitas vezes nos mantemos distanciados de nossas companheiras e mesmo de nossos filhos por falta de informação e sensibilização para a fase mais importantes dos pequenos... que é a primeira idade, ou seja, os anos iniciais de formação física, emocional e espiritual de nossas filhas e filhos.

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